segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Rato-robô, pra quê?

Desde 2007 a Universidade de Reading vem desenvolvendo um rato-robô. É um robozinho controlado unicamente por células cerebrais de um rato.

Eles fazem isso retirando células cerebrais de um embrião de rato que são colocadas para crescer dentro de um pote sobre uma estrutura composta por 60 eletrodos, capazes de captar minúsculas faíscas de eletricidade que os neurônios emitem quando se comunicam.

Em questão de minutos esses neurônios se multiplicam e começam a criar conexões entre si. Em alguns dias, o pote já está cheio de uma massa densa composta por cerca de 100 mil neurônios.

O corpo cibernético desse "rato" é um carrinho equipado com sensores que captam informações do ambiente. Quando o carrinho chega perto de uma parede, ele envia informações via Bluetooth para o cérebro no pote e assim o carrinho se desvia da parede.

Com o tempo, essas conexões se tornam mais fortes e o carrinho se desvia mais facilmente das paredes, mostrando que esse cérebro aprende, da mesma maneira que nós aprendemos.

Esses neurônios sobrevivem apenas 3 meses dentro do pote, tendo que ser substituídos, o que significa que desde 2007 já foram utilizados centenas de ratos nesse experimento. Percebeu-se que cada cérebro novo tem também um comportamento diferente, demonstrando personalidades diferentes.

Isso, sem dúvida, levanta a questão de se esse cérebro é um ser vivo ou não. O que define um indivíduo - ter um cérebro, ter um corpo? Se no futuro existirem seres cibernéticos, serão considerados apenas máquinas ou indivíduos? Temos o direito de fazer isso? Até onde devem ir esses experimentos? O que ética?
Primeiro os ratos:

Depois, seres humanos?



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